quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Tédio, café e Nando Reis pra intensificar o sabor do som nesta manhã




"Lá fora a rua vazia chora"... aqui dentro eu entro em crises de abstinência sem você, o vidro dos meus olhos reflete o vazio da manhã e a alegria só me vem no momento em que o vento bate à porta me chamando pra perto de ti, então "diga que me quer, porque eu te quero também".
E enquanto isso eu vou filosofando sobre o café na minha vida, tanta coisa pra fazer e eu nesta rotina vazia, até que ponto o tédio pode ser útil? Até que ponto o café pode ser saudável? Me pergunto se isso é válido para aqueles viciados em ócio e café, o que será de mim do lado de cá e sem fé?

Receita do Sucesso

Ainda descubro como funciona minha mente e assim, bem urgente, faço um repente sem intenções de lucro, misturo "Tchu", com "Tcha" e adiciono uma pitada de "Tche tche rê rê", pra garantir o sucesso, incluo no refrão "Ai se eu te pego" e daí, sem pensar em ficar famoso, viro hit e vão me chamar nos programas de "moço". Enquanto isso, o talento se perde encantando poucos na esquina, sorte deles, são sortudos e seletos, pois o que há de melhor está escondido e precisa ter peito pra encarar o desafio de descobrir aquilo que o mundo preserva. Mas o que importa? Tô famoso e bem na fita, vou no Faustão ganhar a vida.

Palavras esquisitas de uma carta desconhecida

"A herança da guerra são as cinzas que pairam no ar, vem a batalha do dia-a-dia me sufocar, pequenos cacos de vidro pelo chão, somam às lagrimas um valor alheio à noção.
Vim de longe observar o céu fazer do mar o seu espelho e com um nó no peito, lembrei-me da época em que me refletia em teu semblante, me sinto hoje como um paira sempre avante, ainda em dúvida se não pertenço a nenhum lugar, ou se o mundo adiante é todo meu.
Na bagagem levo uma muda de roupas velhas e um punhado de lembranças dela, vi sua lágrima cair com tanta dor, que por um instante me senti um traidor, salva-me da inexistência a pétala daquela flor, colhida de improviso no jardim da Dona Irene, chamaram-me de sapeca na época, mas lembro-me de segurá-la com vontade e dizer: "Amor, amor, amor..."
Ouvi vinte-e-três vezes a minha sentença de fim, por vinte-e-três vezes renasci, lutei contra o mundo e aprendi que não importa o que se faça, se vive apenas no mundo e não há outro espaço para ir.
Vem a conversa que passa atiçando os ouvidos, como o vento que beija ligeiro nossas bochechas, os olhos dos outros, se pudessem, me queimavam vivo. Perdido na cidade e no amor, peço por regaste, pois é triste viver no eterno estado de saudade.
Memórias de outrora, declarando vitória sobre o presente, estou ausente e impaciente, quero de novo todo o gosto bom das risadas, ouvir mais uma vez aquela piada e dizer para me ouvirem em alto e bom tom que este é meu lugar."

domingo, 23 de setembro de 2012

Duas metades

Nasceram juntas as duas metades, não nego! Sou seu fã de verdade, mas quanta sinceridade precisamos para entender que nem sempre as duas metades servem juntas?
Não é pecado assumir que às vezes alimentamos mais gente quando compartilhamos as metades, neste caso, vá para um lado e me deixe ir para o outro, vamos mudar o mundo e fazê-los entender que tudo que nasce junto, permanece junto.

Acordando

Retire a poeira, balance a cabeça, erga-se agora! Uma nova era bate à porta e sim! Ela veio hoje, justamente para você, vem sorrir do lado de fora e faz dessa tentativa, uma grande vitória!
Ri com o justo e regozijei-me ao entender que a vida é um eterno quebra-cabeça, cada peça vem ao sem tempo e cada um tem uma imagem diferente para desvendar, não adianta tentar copiar o meu, ele nunca será  igual ao seu. Mas o interessante é que os meios para se montar e descobrir a imagem final, podem sim ser compartilhados entre nós. Basta deixar todos aqueles nós desatarem-se e esticar a corda ao máximo, somos farinha do mesmo saco, só não suportamos o fato disso ser verdade justamente neste mundo que perece ao pecado.

Drama de mentira

Ando buscando inspiração onde só há um vazio, tento achar um caminho de volta para o futuro que meu passado tanto desejou. Quantas noites perdidas até aqui? Uma ligação foi o suficiente para descobrir o inferno no paraíso e todos os bons tempos se tornaram uma longínqua lembrança estúpida que se distancia mais e mais a cada vez que o amanhã se torna o hoje.
Desperdicei o amor e meus dólares musicais, apenas uma foto adesivada restou e hoje não sei quem sou, nem por onde ando, tampouco para onde vou. Vivo um dia como  bandido e o outro como mendigo, elaborando planos para chegar ao famoso "feliz pra sempre", mas esquecendo de ser feliz agora. Que derrota! Tornar-se a própria anedota é sinal de que chegamos à zona vermelha da depressão, não há emoção em ser triste, há apenas comoção e um comodismo pesado e truculento, carrasco, que sempre te bota pra baixo, justamente naquele instante que você acha que já está no mais baixo nível.
Oras! Lamuriar não me leva a nada, só me traz o nada, sofrer por um vazio dá até arrepios, não estou aqui por não ter forças, estou aqui por não ter vergonha na cara, a mesma vergonha que se foi no momento que soltamos nossas mãos e decidimos viver o mundo em caminhos diferentes. Não devo perguntar o por que de ter sido com a gente, mas sim se esta é a escolha mais decente. Um beijo, um abraço e todo valor àquilo pelo que sentimos amor.