Os tolos escrevem sobre amor
Os chatos escrevem sobre política
Os inseguros falam demais
Os mentirosos também
Os idiotas querem mudar o mundo
Os inconsequentes mudam o mundo
Os hipócritas mandam
Os alienados não mudam
Os esperançosos sonham
Os derrotados matam os sonhos
Os infelizes choram
E os felizes sorriem demais.
Antes de mais nada, o projeto do blog é compartilhar meus devaneios e inspirações súbitas com vocês, espero que gostem do trabalho e estejam sempre por aqui, pois quanto mais recebo o carinho de vocês, mais inspirado fico.
sábado, 23 de outubro de 2010
Antes do fim
Antes que os olhos se fechem
Quero viver o meu amor
Dar-te meus abraços
Doar a ti meus beijos
Viver em desmazelo
Guardado ao teu lado
Nas tardes em que o pecado
De cobertor nos servir
Antes que minha boca se cle
Desejo exclamar todos os dias
(e uns a mais que todos)
Que é para sempre meu amor
Desejo a tua tez tocar
Aos teus ouvidos suspirar
Almejo sorrir assim
Com jeito de moleque
E com alegria que não e mede
O sorriso que marcará
Nossas vidas, antes que os olhos fechem
E a boca cale.
Quero viver o meu amor
Dar-te meus abraços
Doar a ti meus beijos
Viver em desmazelo
Guardado ao teu lado
Nas tardes em que o pecado
De cobertor nos servir
Antes que minha boca se cle
Desejo exclamar todos os dias
(e uns a mais que todos)
Que é para sempre meu amor
Desejo a tua tez tocar
Aos teus ouvidos suspirar
Almejo sorrir assim
Com jeito de moleque
E com alegria que não e mede
O sorriso que marcará
Nossas vidas, antes que os olhos fechem
E a boca cale.
sábado, 2 de outubro de 2010
E quando eu não sei que mal faz?
Você tem notado a minha morte repentina? Tem notado meus sonhos em ruínas? E a vida que eu te dei murchou sem perceber.
Eu costumava viajar ao horizonte, costumava ir pra longe, mas agora não sei bem onde estou, tampouco quem sou.
E minhas lembranças me remetem ao homem jovem, de sorriso cativante, cantante e contagiante, mas não o reconheço bem, talvez seja uma miragem de minha mente, ou uma mentira muito convicente.
No auge da minha dor, a noite se ergue e me cobre com seu manto negro, as estrelas me contam histórias e falam sobre uma grande batalha triste, tão triste que as fez chorar sobre meus ombros durante quarenta dias e quarenta noites, me deixando à deriva em um mar de verdades perdidas.
E em meio ao escuro, ecoou meu choro, mas não houve resposta, não houve cais para meu barco e não houve mais o sorriso que sempre dei. Pior é pensar que quando o coração se quebra em mil pedaços, ele na verdade nem sai do lugar... permanece lá, batendo, esperando ser quebrado mil vezes mais.
Mas que mal faz? Se o ruir das paredes revela o conteúdo de uma alma? Que me faz andar nu sem esperar nada de ninguém? Que mal faz andar perdido, curtindo todo e qualquer lugar em que se vai? Que mal faz?
Eu costumava viajar ao horizonte, costumava ir pra longe, mas agora não sei bem onde estou, tampouco quem sou.
E minhas lembranças me remetem ao homem jovem, de sorriso cativante, cantante e contagiante, mas não o reconheço bem, talvez seja uma miragem de minha mente, ou uma mentira muito convicente.
No auge da minha dor, a noite se ergue e me cobre com seu manto negro, as estrelas me contam histórias e falam sobre uma grande batalha triste, tão triste que as fez chorar sobre meus ombros durante quarenta dias e quarenta noites, me deixando à deriva em um mar de verdades perdidas.
E em meio ao escuro, ecoou meu choro, mas não houve resposta, não houve cais para meu barco e não houve mais o sorriso que sempre dei. Pior é pensar que quando o coração se quebra em mil pedaços, ele na verdade nem sai do lugar... permanece lá, batendo, esperando ser quebrado mil vezes mais.
Mas que mal faz? Se o ruir das paredes revela o conteúdo de uma alma? Que me faz andar nu sem esperar nada de ninguém? Que mal faz andar perdido, curtindo todo e qualquer lugar em que se vai? Que mal faz?
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Pessoas
As pessoas falam do céu enquanto seus pés estão no chão, pedem por perdão enquanto pecam, sonham enquanto acordadas, as pessoas são o máximo da contradição.
Perdidas em suas almas, achadas em sua insanidade, as pessoas são seres de luz e escuridão, a perfeita sincronia entre o bem e o mal, entre a vida e a morte.
As pessoas são obras naturais, e naturalmente, são tão imprevisiveis quanto a própria natureza, as pessas não são iguais, mas são tão parecidas.
As pessoas são um enigma, uma vida é uma equação com suas incógnitas e cada mente saberá o que realizá-la, pois cada pensamento gera uma pessoa e cada pessoa gera uma ideia.
Mas no fim, pessoas são só pessoas.
Perdidas em suas almas, achadas em sua insanidade, as pessoas são seres de luz e escuridão, a perfeita sincronia entre o bem e o mal, entre a vida e a morte.
As pessoas são obras naturais, e naturalmente, são tão imprevisiveis quanto a própria natureza, as pessas não são iguais, mas são tão parecidas.
As pessoas são um enigma, uma vida é uma equação com suas incógnitas e cada mente saberá o que realizá-la, pois cada pensamento gera uma pessoa e cada pessoa gera uma ideia.
Mas no fim, pessoas são só pessoas.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Súbito pensamento de um pierrot
O sorriso que brilha na noite, a voz que me guia de dia.
O toque que me inebria e os olhos que a luz conduz.
Sou eu o teu amante, sou eu o causador desse semblante de angústia?
Ou sou eu só mais um passatempo? Acaso do tempo para diversão?
Um canto do vento, um arrepio no coração.
O motivo da noite ser escura, os pecados realizados com candura (tornam-se pecados?)
Sou eu o teu servo, sou eu o teu senhor
Amigo, amante, o que quiseres assim sou
Sou eu, eu das piadas estúpidas e das palavras certeiras
Eu que brilho por trás desse sorriso noturno
Eu que me torno o dia ao ser guiado pela tua voz
Sou eu o arrepio do teu toque
O acelerar do sangue nas artérias
Sou eu o paspalho apaixonado, apegado na insonia
Sou eu, confuso e mal amado, mas amante,
Errante, mas sempre amante.
O toque que me inebria e os olhos que a luz conduz.
Sou eu o teu amante, sou eu o causador desse semblante de angústia?
Ou sou eu só mais um passatempo? Acaso do tempo para diversão?
Um canto do vento, um arrepio no coração.
O motivo da noite ser escura, os pecados realizados com candura (tornam-se pecados?)
Sou eu o teu servo, sou eu o teu senhor
Amigo, amante, o que quiseres assim sou
Sou eu, eu das piadas estúpidas e das palavras certeiras
Eu que brilho por trás desse sorriso noturno
Eu que me torno o dia ao ser guiado pela tua voz
Sou eu o arrepio do teu toque
O acelerar do sangue nas artérias
Sou eu o paspalho apaixonado, apegado na insonia
Sou eu, confuso e mal amado, mas amante,
Errante, mas sempre amante.
sábado, 4 de setembro de 2010
Vadio
Um vadio que passa na multidão, pedindo esmolas e comendo migalhas de pão.
Um vadio que chora sem censura, que bebe buscando a cura para suas dores.
É um vadio arredio, que ri de tudo e chora sozinho, orgulho e humildade abraçados atrás do rosto sujo de um vadio.
A ele xingam, a ele pisam, mas aquele vadio nunca revida, aquele vadio acredita em coisas lindas, respira coisas lindas e fala coisas lindas.
Um vadio na sarjeta do mundo com as mãos estendidas, um vadio que já foi gente, mas que desistiu de ser indecente ao perder o coração numa aposta onde só dois apostam.
Um vadio, vagando sob a chuva, procurando maçãs, um vadio calado que acorda com o perfume das manhãs.
Ele é só um vadio.
Um vadio que chora sem censura, que bebe buscando a cura para suas dores.
É um vadio arredio, que ri de tudo e chora sozinho, orgulho e humildade abraçados atrás do rosto sujo de um vadio.
A ele xingam, a ele pisam, mas aquele vadio nunca revida, aquele vadio acredita em coisas lindas, respira coisas lindas e fala coisas lindas.
Um vadio na sarjeta do mundo com as mãos estendidas, um vadio que já foi gente, mas que desistiu de ser indecente ao perder o coração numa aposta onde só dois apostam.
Um vadio, vagando sob a chuva, procurando maçãs, um vadio calado que acorda com o perfume das manhãs.
Ele é só um vadio.
Os verbos
Sonhar...
Sonhar porque é preciso, porque é revigorante, porque é sobrehumano.
Amar...
Amar porque é necessário, porque é enaltecedor, porque é um risco que devemos correr sempre.
Temer...
Temer porque é seguro, porque é algo corajoso de se fazer, porque é institivo.
Cantar...
Cantar porque é lindo, porque é alegre, porque as notas são sempre bem-vindas.
Confiar...
Confiar em sonhos, confiar nos mecanismos do amor, confiar na temeridade e cantar sempre confiante de seus sentimentos.
Seja feliz sempre.
Sonhar porque é preciso, porque é revigorante, porque é sobrehumano.
Amar...
Amar porque é necessário, porque é enaltecedor, porque é um risco que devemos correr sempre.
Temer...
Temer porque é seguro, porque é algo corajoso de se fazer, porque é institivo.
Cantar...
Cantar porque é lindo, porque é alegre, porque as notas são sempre bem-vindas.
Confiar...
Confiar em sonhos, confiar nos mecanismos do amor, confiar na temeridade e cantar sempre confiante de seus sentimentos.
Seja feliz sempre.
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