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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Sem inspiração

Respirar fundo e fungar diante do papel, maldito cordel que me deu tanto sobre o que escrever e não me deixa passar pro papel.
Me perco em devaneios enquanto os sonhos voam do varal, o sol não vi mais, nem me dei conta de quando escureceu no meu mundo, são 2:00 da manhã e 2 milhões de dúvidas na mente, frio descontente me protegendo do calor infernal.
Quando me tornei tão mal em expressar sentimentos? Quando esqueci de dizer que te amo? Que raiva dá da vida, nada existe sem classificar.
Minha vida bandida, escondeu de mim a habilidade de conquistar, essa talvez tenha voado com os sonhos que estendi lá no varal, vento bateu que nem senti, só me dei conta quando os sonhos não estavam mais ali, gritei palavrões, pedi perdões de deuses que nunca ousei admirar, mas não vejo saída, meu discurso no olhar precisa sair em palavras e gestos.
Naquela frase perdida e sem sentindo está tudo que você deve saber, estou agora sem inspiração, escrevendo errado, sem nenhuma preocupação além de transcrever as linhas do meu coração pra essa página eletrônica, quem sabe você leia e entenda que eu não sou um idiota por mal, mas sim por mal saber como dominar o domínio que a timidez exerce sobre mim quando estou perto de ti.
Hoje ouvi tua música preferida, ela é linda, muita linda!

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Eu te amo!

Esperar é vencer o tempo que não tem tempo pra amar, mas me inveja por saber que quando estou contigo ele não faz efeito.
Por todo o zelo que tenho por ti, me diga que vem hoje aqui, dá um toque no meu celular, diz que você não vai aguentar passar o dia sem me desejar e me ter bem perto de você. Então, quando chegar, se amarre em meus braços e não saia por nada! Eu estarei aqui esperando você chegar pra contar sobre seu dia, seus problemas, seus medos, seus receios, quero ver você reclamar das minhas reclamações, dizer que eu sou mandão, mas depois de gritar tanto, se aconchegar do meu lado e dizer que me ama.
Eu não vou esperar um minuto a mais pra dizer que EU TE AMO, mesmo não fazendo o tempo engatinhar da forma como eu desejei, eu te amo!
Vem amor, deita do meu lado e deixa a música tocar enquanto as nossas pernas dão um nó e os dois corpos se tornam um só, então deixa eu te contar meu sonho no final e dizer quão mal eu fico quando você se vai.
Quem sabe no fim, quando nenhuma palavra mais encaixar nessa minha vida bandida, eu tenha a sorte de sentar do teu lado bem velho e folhear nosso álbum de recordações durante aquelas tardes malucas.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Despedida de Agosto


Era um novo mês de uma nova vida, com novos planos e uma nova filosofia, arrumou as malas e partiu sem pensar. "É hora de Agosto, vamos recomeçar!", virou de costas para o espelho, deixou pra trás até aquela imagem do menino franzino com cabelo arrepiado e óculos amarelado pelas sentenças do tempo.
Pensou em tudo que vivera, nos dedos que o tocaram, nos amores não correspondidos, nas mágoas reprimidas, nas palavras escondidas em seu coração, deixou pra trás até um amor que escondia de si mesmo, entendeu então que não é triste e nem feliz.
Tanto faz que rumo o vento soprará, cortou o cabelo, aprendeu a fumar, disse que abandonou também a intimidade com as palavras, mas em sua mochila levava papel e caneta para escrever o que significa ser livre. Muito é pouco e tanto faz se é certo ou algo mais, em meio a crise dos paradigmas, decidiu ser seu próprio herói, talvez fosse fácil uma vez que, ele mesmo era seu vilão particular.
Coisas a serem ditas no discurso de um olhar, mas ninguém parava pra entender a vida, era sempre tanta correria, mas ele não! Mochila na costa, lembranças mortas, coração na mão, bolsos vazios e cheio de motivação, não tinha muito pra dizer, mas tinha muitas lições pra passar, era enfim o que sempre desejou, se tornara finalmente, a própria vontade de sonhar.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Oração de um romântico.

Divino Sentimento ímpio e arrebatador.
Rogo-te, assuma-me por completo
Assopre vida em mim, ponha fogo
em meu peito.
Faça do sereno o despertar da minha vida.
Divino sentimento ímpio e arrebatador.
Dê-me até dor, pois só oro para obter o tal do
amor.

domingo, 9 de agosto de 2009

Os três últimos pontos no fim da frase

Silêncio no quarto. Eu e minha solidão dormindo acompanhados da tristeza e do medo. Me lembro que tinha um futuro promissor, não sei quando o perdi, mas sei que deve ter sido melhor assim, já que não me imagino vivendo outra vida e nem comendo outra coisa senão patitas e comida enlatada.
Mas vivo feliz, é! Vivo sorrindo e fazendo piada, dando risada por aí, disfarçando a solidão e o desespero de amar mas não ser amado, de existir mas não ser percebido.
Saudade mesmo dos velhos tempos, onde corria solto e não sabia que solidão existe, morte ao pesadelo, ou até os sonhos mesmo, que me deixam em eterno estado de torpor, sufocando na própria dor enquanto o tempo se esvai nos instantes em que a lua nasce.
Agora estou assim, meio de banda até pra mim, de ovo virado, olhos fechados esperando um simples abraço, seja lá de quem for, qualquer abraço POR FAVOR! Caso contrário, me perderei nos três últimos pontos do fim da frase...

sábado, 8 de agosto de 2009

Chuva


Eu passo no compasso de um malandro, vou caminhando embaixo dessa chuva, cada gota que me toca se espalha pelo linho vagabundo do meu paletó.
No meu headfone, um rife de guitarra explode em sons psicodélicos servindo de trilha sonora para aquela dor e melancolia, em meu peito remorso e alegria disputam acirradamente por cada cm dentro de minha alma.
Então eu paro debaixo do toldo, todo molhado, sinto o vento frio transpassar o paletó, meus sapatos enxarcados me enxem de agonia, me sinto quase afogado, um pouco (ou muito) exagerado, mas acontece que sinto essa sensação.
Meu isqueiro não acende, não diferente são as idéias, sou tão vazio que nem o eco ecoa em mim, mas meu veneno não mata, ele cura, porém comigo mata, deturpa, pois não sou herói, nunca me declarei santo, nem anjo de ninguém, mas também não sou vilão e nem demônio.
Passo minutos a fio pensando em como pensar sob frio e chuva, tenho certeza de que irei gripar, mas mesmo assim sorrio, sorrio devagar no compasso dessa chuva.

Eu confesso

Confesso que eu nunca tive a coragem devida de falar o quanto seus lábios mexeram comigo naquele dia, deixei que meu orgulho me dominasse e enterrasse o que senti por ti naquele dia debaixo de sete longos palmos abaixo da minha memória, pena que ele não sabia que sete palmos abaixo da memória se encontra a alma, então aquele simples beijo inocente e breve, ficou entranhado em mim, no meu ser, no meu existir.
Confesso que eu te vejo todos os dias, teu sorriso é a minha sentença de felicidade, mas você ainda não sabe. Eu nunca tive aquela coragem de dizer que naquela despedida eu senti o teu coração batendo forte, muito forte, ele parecia que ia rasgar seu seio e ia se entrelaçar ao meu coração, eu confesso que tenho sido um idiota evitando sua presença perto da minha, isso me deixa confuso e vulnerável, mas quer saber? Eu vou te confessar! Quero mesmo é que você me veja como eu deveria estar a um certo tempo, quero que veja com seu coração e perceba em mim a mesma felicidade que encontro no teu sorriso, no teu abraço, na tua companhia, no teu afago, você é o sonho mais lindo e mais misterioso que me ocorreu, eu te confesso que tenho escondido debaixo de tanto orgulho e medo o que tenho guardado pra ti, todos os planos, todos os sonhos, tantas palavras a serem ditas, só espero que não seja tarde pra dizer aquilo que tenho tentado te dizer com meus olhos: "EU TE AMO!".